30.3.14

29 de Março de 2014

F., me senti denunciado em um olhar de C., sua irmã, e refleti sobre isso na vinda.
O início deste blog não assistido que já dura tanto tempo, veio de algo que nós vivemos, e eu percebi naquele olhar um motivo para voltar a uma parte do início. A parte em que você não só é uma presença, mas também uma referência.
Me considero um pessoa em aprendizado e não sei até quanto terei essa postura perante a vida. Tento não forçá-la. Tento fazer com que as transições sejam macias do ponto de vista de um degustador que não quer deixar escapar um micro  sabor dividido do todo sequer. Por isso vivo as coisas na intensidade a qual você já está tão acostumada a ver e a A. tanto frisou nesta noite.
Aceito as coisas que você me diz como chaves e te pergunto se me comportei bem pelo mesmo motivo.

Tenho um pedido:

Quero conviver mais contigo e com o teu meio.

Passei muito tempo experimentando ao ponto de confundir o que gosto com o que considero a minha realidade. Adquiri vícios nesse processo e agora gostaria de voltar atrás em alguns deles. Vi em vocês hoje o que só me falta por ter aberto mão devido ao confronto que se dá com a facilidade do fútil. O que quero dizer é que me sinto mais a vontade com vocês do que com aqueles que escolhi pra me sentir.

Talvez a gente precise conversar pessoalmente sobre isso, talvez não, mas se for necessário estou aqui. Caso você tenha entendido fácil me chame.

Você é muito importante pra mim e isso faz com que seu gosto também seja, uma vez que me identifico com ele. Sim, eu sei que tô meio perdido mas, apesar de orgulhoso em muitos outros aspectos estou certo de que estou escrevendo o que sinceramente gostaria: Quero mudar meus hábitos e quero você por perto enquanto isso.

Já te disse que...?


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