13.1.17

Luz

O meu desejo do invisível
Ter por mim e meu caminho
Apreço tal que me entretenha,
Me envelheça e dê carinho,
Do que é drama se faz lenha
E no que é fogo se faz ninho.

Quanto cabe nessa estante
De prateleiras mesquinhas?
Se memórias nela deito
De manhã já não são minhas.
Mas por que botar defeitos
Se ela a mim tanto se alinha?

Folha

Há um desejo latente
De ser solto feito folha,

Que seca se aleita no vento
Voando vaga tal qual viva
Sem da secura tecer lamento,
Sem do lamento tecer a vida.

Desgarrada de sua origem,
Revela o vento em trajetória,

Aquele, invisível, sem forma,
Que só se sabe porque se sente,
E não só bate como se entorna
Nos veios dela, em corrente.

Saraus

Admiro meus amigos
Que fazem poesia
Aos brados, declamando
Sonetos e sextilhas,

À noite nos saraus,
Nas lotações do dia,
Assim como os "sem métrica",
Ardendo de emoções!

Queria eu também
Sorrir alguns poemas,
Verter essa energia...

Porém, à duras penas,
Componho meu cantar,
Não sou de poesia.
Moço, me vê um egon schiele bacon pra viajem, por favor?

Corais

Carolina,
Cara linda,
Cora de calor.

Queratina,
Querosene,
Quero esse rubor.

Na varanda a tarde cai,
O carro anda e nele vais,
A cabeça, as ancas, o colar que dei...
Que dor!

Alimentamos sonhos vis,
Acalentamos deles bis,
Nos acossamos e aconselhamo-nos,
Dias iguais.
Nos alcançamos para cansarmos
da nossa vida a dois.

Duais
Dos ais
Doí
Doo
Doei
Dá-me aqui.
Dá-me aqui.
Dá-me aqui.

Carolina,
Cara linda,
Cora de calor.

Queratina,
Querosene,
Quero esse rubor.

Na varanda a tarde cai,
O carro anda e nele vais,
A cabeça, as ancas, o colar que dei
De dor.

A Idade

A concretude
Do vapor sólido,
Que arredonda os brônquios,
Atormenta os anseios
E exala uma paz fugaz.
O carvalho quente
Pela faringe falha,
Desinfeta-a de ruídos doces
E esganiça o vértice principal
Da minha injustiça.
A coluna
Se curva
Sob o peso de um céu
Insistente em suas posições
E incerto de refleti-las.
O timo,
Que mesmo assim,
Funde-se ao de outrem,
Imbui-se em esperança
E me faz ainda amoroso.

26.7.16

Apaguei

Apaguei posts. Nunca tinha feito isso. Achava bonito assumir as fraquezas e manter posts com os quais não concordava mais, como tatuagens com as quais eu precisaria lidar apesar de não gostar mais delas. Mas que vergonha do que já pensei que me dá! Não resisti de vergonha e apaguei.

33

Eu tive um a-
Ni-versário
Eu tive um a-
Ni-versário..
{ num barco que afundou
= num bar que já faliu
= a embarcação virou
+ o grito se engoliu
< [ muda tecelã que sou
tentei me exprimir,
pra tal me espremer
do nó na traqueia,
tentando dizer:
( o indizível :
o inaudível )
. e + irreversível
= o intolerável ]
. - }
Ninguém que estava lá sobrou.
Ninguém que estava lá sobrou.
Ninguém que estava lá sobrou.

23.11.15

Como se fosse ontem

Moro em Ramos, com Natália, e somos felizes. Temos muito carinho um pro outro, muitos caminhos em comum, muitas saudades mesmo em pequenas ausências e nos orgulhamos de nós, enfim, nos amamos. Acho que temos nos cuidado bem apesar de eu ser um tanto desleixado com muitas coisas relacionadas à casa. Falando em casa, fizemos uma espécie de pacto de sermos o lar um do outro.
Eu já cometi alguns vacilos que geraram crises, mas elas duraram pouco tempo e as minhas resoluções e aprendizados foram grandes. Natália é muito sábia e eu me sinto muito seguro em ver que há uma pessoa aberta comigo. Ela não teme sofrer mudanças ou se expressar e admiro muito isso. Há uma nova realidade aqui, como se dá sempre, e percebo que lido muito melhor com isso agora do que de outras vezes. Estamos juntos desde primeiro de Janeiro. Simbólico, né?

26.12.14

Catalisador de Dó

Sou um catalisador de dó
de um sol, de um si...
E mesmo eu, que nesta escala
escassa de notas felizes
insisto em me ouvir

num tom
metafórico,
ou numa ironia,
ou nesta anedota
da qual não ririas.

Sei-me catalisador de dó,
mas de sol...
De sol nem sou.

Lá a Nuvem cinza,
consola-me a noite
enquanto o terror não vem
Em escuro vultuoso
onde há susto e açoite
daqueles que não me veem.

Sou um canalisador de dó,
de sol, de mim mesmo.
Sei que esta escala
carece de notas felizes
e fáceis de ouvir.

Sem metáforas pobres
ou falsa ironia,
onde esta anedota
sua graça teria.

Mas para um catalisador de dó,
tal como eu,
nem dá.

Lá a Nuvem cinza,
consola-me a noite
enquanto o terror não vem
Em escuro vultuoso
onde o susto é um açoite
daqueles que não me Veem.

Nada que não me remeta à solidão
afaga mais do que tu me estendendo as mãos
por trás desta derme que os outros
nomearam de espelho,
meu gêmeo irmão.

Me Deixo Em Paz

Bm
É que eu tenho querido
    D                Em
ser íntimo do que se dá
    F#m
na terra
    G
no firmamento
   A
e além

É que eu quero ter ido
e ter vindo, antes de estar
na terra
no firmamento
e além

Bm
É que eu tenho havido
D            Em
e vivido, como se há
     F#m
na terra
    G
no firmamento
   A
e além de ainda
F#m             G
em vaidade e orgulho
F#m          G
não me temo mais
E7/G#            A
só me deixo (em paz)

A#o
Baixo abafado com coral:
B8 C8 C#8 D8 D#8 E4 F4
Mesma coisa, mas com acordes (de transição e com as duas primeiras cordas soltas):
Bm C7+ C#º D D#7º Em F7º

Talvez

Bm Em F# Bm
Bm Em F# Bm
A Em G7 F#
Em D F# Bm

Refrão: G F#7 G A Bbº

Você talvez
só queira alguém
mais simples
de se lidar.

Você talvez
esteja aquém
do que ele
pode esperar.

Você talvez
seja uma em cem
querendo
se rejeitar.

Você talvez
não queira bem
a um sonho
ou ao sonhar.

Você talvez
encontre o viés
do fim
da ânsia.

Você talvez
queira um revés,
o prego, a cruz
e a lança.

Você talvez
deixe exemplos
do que não
se deve fazer

ou você talvez
esteja a tempo
do exemplo
não ser.

Talvez eu saiba.

você talvez
queira pensar
em quem
é seu

e você talvez
pense demais
na posse
do que perdeu.

você talvez
esteja, enfim,
testanto uma
nova jaula

você talvez,
quem sabe assim,
lecione de lá
sua aula.

você talvez
já saiba que
alguém virá
a te escutar

ou você talvez
adore a si
ao ponto de
não se importar.

você talvez
queira entender
ou só queira
encontrar...

você talvez
procure aci-
ma de tudo
um par.

talvez eu saiba.

Trixie

Era uma música que eu esqueci.


O Vão

D7+            D#º7
Penso em vão
                  Em
em meio ao turbilhão:
A                 D7+           D#º7
quando algo me foge à mão
                       Em  A
dá-se sempre assim

Em          A
Só você virá
Em            A
a saber. Será
Em             G7º
que me quererá
                       G    Gm
pra ser parte de si.

D7+
Pelo vão
  D#º7    Em          A
por onde passo então
                        D7+   D#º7
o fluxo era uma contramão
                      Em A
direcionada a mim.

Em          A
Nem você verá, meu bem
Em            A
eu me transportar pra além
Em             G7º
pois ao serenar
                       G    Gm
seremos um em si.

Todos se vão

Égua da Cuíra

Quando margeando o Jari
para na queda chegar,
dei-me de fronte a um sinhô gito.
Por que ele estava acolá?

''Será que és uma visagem?''
Pensei logo a arrudiar,
E égua da cuíra
De logo em casa chegar!

Será que ele me virá,
e à mia palafita adentrar?
caboca pa acarinhar,
chibé po meu buxo inchar...

Sei que era só uma visagem,
não devo me acabrunhar,
mas égua da cuíra,
rasguei varado de lá!

Brisa e Bruma

Sobre o mar: a luz que lá tilinta

nos virá por entre vãos deslindar.


Pois o azul, ponte pro mistério,

pode se apontar aos dois hemisférios.



Por que então temo haver

um mero risco sequer que me leve a querer,

ao ver mais cores em reflexo,

ensaiar um salto?



Vou ficar atento ao som de folhagens

enquanto vago ao vento de incultas paisagens,


Sem ser obrigado a conviver com o que me assusta

ou ser da craca política que a mim se incrusta.



Por isso intento ter brisa e bruma,
a me entrever

com tudo o que se me consuma
de fato.

Nau

Longeva é a linha navegável
de um náufrago incansável:
Nunca o vento, mas

sua verve a subverter as ondas.
Apreciava o tom da brisa que o sorvia
pelos pelos,

Sob os quais o tempo reclamara-o
justiça,

e onde jaz
o seu pesar.

O ponto forte era a lembrança
de um tempo de bonança, além
de um parco sonhar.

As ondas não traziam medo,
o equilíbrio era do apego e
do mero amor ao mar.

Os sais arrebentando seus lábios,
truncando ao cantar,

que, aliás, soprava a vida sonante
em vias de se calar:

"Cesse em afundar,
inspire a culpa,
cesse a culpa
e afunde no mar.

Cesse em afundar
expire a culpa,
cesse a culpa
e afunde o mar."

Nau, que encima os montes d'água
e sem resumo se embriaga
no tempo a ritmar,

Alegra o ser que ali vagueia,
uma enguia um tanto alheia,
às cores do lugar,

pois sabe ser sua sina seguir
sempre à deriva,

por nós de velas firmes
que nós ignoramos atar.

"Cesse em afundar,
inspire a culpa,
cesse a culpa
e afunde no mar.

Cesse em afundar
expire a culpa,
cesse a culpa
e afunde o mar."

Lombalgia

Em
Perdi o rebolado
            Am7
Em pleno carnaval
              D7
Bateu uma lombalgia
                  G    G7
Que me deixou bem mal
              C7+
no chão paralisado
F#7  F7         Em7
Por uma hora e tal
                   Am7
liguei para a ambulância
            F#7    F7      Em
só que eles nem mexeram um pau-zinho

Quando me levantei
a dor era mortal
saí pela cidade
em busca de hospital
quase não respirava
e a moça no balcão
falou que só tratavam
de facada, tiro e
pé no rabecão.

         C7
Saí pela cidade
F#7  F          Em
em busca de um bendito hospital
                    Am
fui a três e não tratavam
F#7       F     Em
gente que passa mal

Halo

D                     A
Onde há um halo
G                  D
Eu vou passar
D                       A
Onde eu me calo
G                D
Vou te levar

                Em
Só me acene
       A
De lá
Dm     D
E

(D A G D)
Me oriente a
Bem chegar
Onde há um halo
E tu estás

                 Em
Pois te aceno
        A
De cá
Dm       D
E

Bm           E
Se me recordo
G                    A       Aº
Tão bem assim
Bm       E
Tua palavra
G                          G
Correndo em mim
Dm


(D A G D)
Me oriente a
Bem chegar
Onde há um halo
E tu estás

                Em
Pois te aceno
        A
De cá
Dm
E

Dm

O Antiquário

O antiquário de
meus pesares,
Donde trago o que
se demore,
se demore,
se demore.

Foram tantos e tão turvos
minutos...
Ora, eu
Não vi que havia fim,
Eu não vi que havia fim,
Se eu não vi que havia fim
como ele viria assim:

"- Lembras de mim?
 - Não."?

Recordo-me de
ter meus pares
e com eles sim,
outrora rir,
outrora rir,
outrora rir,
outrora rir.

Complementar

A7+
Tomo como casa
O que é vão em ti
               C#m
Como não?

(A7+ C#m)
Por onde me passas
Causas o que em mim
Supre um vão

             D
Pelos ombros, olhos,
          E
Pela pélve e mãos,
               D
Por onde nos damos
        E
Eriçares mil

(A7+ C#m)
Parece obscuro
E quem sabe seja
Eclipsal

Parece confuso
Como o fuso
Boreal

(D E)
Pelas eras, ervas,
Dunas e o mar
Por querer querer
Pela rua, pela praia

F#m     A
Te proponho
B   E
Ser complementar
F#m A
Pelo tempo que
B    E
nos interessar.

O que nos difere
Nos educa à
Aceitação

O que nos impele
É da pele
A coesão

(D E)
Pelas eras, ervas,
Dunas e o mar
Por querer e querer
Pela rua, pela praia

F#m     A
Te proponho
B   E
Ser complementar
F#m A
Pelo tempo que
B    E
nos interessar.

C#m
Em tão pouco
D7+
Temos muito
C#m                     D7+
Em tão pouco
E7(9) E7(9-)        A7+
Muito o que contar

7.10.14

23.9.14

Aeon

Ok! Tenho um microfone ruim de karaokê, nenhum preamp, um violão com bateria pela metade, um amp de baixo de trinta watts de principiante, em breve um teclado Cassio de iniciante, uma alfaia de criança, um um metalofone de criança que só tem a escala de dó e uma oitava, uma escaleta boa, um contrabaixo vagabundo, dois pedais ruins e dois bons, uma fonte, dois cabos com mal contato, um megafone remendado por uma alma caridosa e máscula, a ida de Saturno, dois números 3 gritando sobre minha existência, o ano de meu sacrifício, minha entrega, que começa agora... Uma puta gratidão por ter sido me dada por este mundo o gosto pelo que crio ou a capacidade de desenvolver tal coisa.

aeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeonaeon

21.9.14

Gente Saudável

Eu estava me sentindo bem comigo mesmo até essa última fase com ela.
Ainda bem que ela se foi após ter tentado roubar os presentes com os quais eu havia me agraciado há pouco, dentre eles uma autoestima bem saudável, leve como é possível, claro.
Sim, ela me deixou alguns presentes também, dentre eles um critério, alguma força de vontade, algum foco... Seria prepotência minha também achar que eu deixei alguma coisa pra ela? Acho que ela consideraria que sim. Mas não seria maior do que a dela, achando que pintou um belo quadro na minha vida quando só fez uma série de monocromáticos de mesmo tom, semelhante àquela que criei e da qual ela faz parte.
Um padrão de repetição se vai hoje. E que venha o novo.

26.6.14

Mãe Dinah

Hahahhahahahahahhaa! Que coisa doida...

Eu tenho um celular que é uma merda, não é um smartphone, é daqueles com teclado QWERTY da Semp Toshiba. Nele instalei aquela versão horrível do Facebook for Every Phone, mas ele é tão lento, tem tão pouca memória RAM, que quando eu uso os botões direcionais pra chegar em um ícone ele leva de 3 seg a quase um minuto pra responder. Se eu apertar várias vezes esses botões e largar, ele vai fazer todo o percurso sozinho, como se fosse um fantasma, navegando de ícone em ícone sozinho. Adquiri o hábito de programar a minha navegação nele: Vou lá e aperto tudo o que eu quero que ele faça e fico assistindo ele fazer sozinho.

Ok. Isso não tem nada de espetacular.

Ele não anuncia quando eu recebo mensagens se não estiver aberto e eu normalmente não estou com ele aberto pois fico ouvindo música. O bichinho só faz uma coisa ou outra. O espetacular é que eu passei a saber quando me mandam mensagens. É como se eu tivesse desenvolvido um sistema de notificação intuitiva que "apita" no cérebro. Aí vou lá, corto a música do nada, abro ele e, tadan, tem uma mensagem de menos de um minuto pra mim. E um detalhe, isso só funciona com as mensagens e não com as outras notificações do Facebook, porque pra elas eu não ligo.

Paralelamente a isso eu tenho adivinhado os signos de algumas pessoas... Praticamente todas. E, há três dias, venho pensado que preciso de uma canceriana, pois elas são afáveis e eu só tenho lidado com leoninas malucas, arianas combativas, geminianas egoístas (isso não inclui amigas, só "peggies", por favor) e pessoas de signos de água revoltadas. Enfim, estamos situados, não? Acho que sim. Lá vai.

Ontem houve o jogo da França com o Equador, no Maracanã, e eu marquei com a Ju de dar uma volta por ali e ver uns franceses. Tirei umas fotos dela com alguns e, depois, fomos pro jazz da Estudantina. Bebemos umas cervejas do lado de fora e eu falei pra ela esse lance das cancerianas. Sempre que nos encontramos temos ficado na casa dela bebendo, conversando e brincando de karaoke no youtube e estávamos bem felizes de termos saído da caverna pra ver o mundo.

Quando a Estudantina já tinha movimento suficiente pra se tornar divertida nós fomos pra lá. Depois de um tempo lá dentro fomos à sacada fumar e lá de cima vimos outra moça sozinha do lado de fora, na rua. Bonita, de tracinhos delicados sobre um rosto arredondado e doce, baixinha e com umas panturrilhas lindas. Mostrei pra Ju e disse: "Olha lá uma canceriana. É de uma dessas que eu tava falando". Acenei, sorrindo e ela correspondeu cheia de simpatia. Gesticulei que iríamos descer e ela aguardou. Juju deu a ideia de levar mais um copo pra ela e fomos, com uma garrafa e três copos nas mãos. Eu nunca tinha visto a menina na vida e fiquei meio tímido, mas a Ju tava toda comunicativa e ficou desenvolvendo o assunto com ela.

O celular, então, apitou no meu cérebro e, como eu não estava falando praticamente nada, apenas pontuando algumas coisas, entrei no Facebook pra dar uma olhada, pois podia ser a Fernanda, com quem eu havia marcado lá também. Era a Fernanda, mas não a Dutra como eu esperava, e sim a Lago, dizendo que tinha feito um SoundCloud com as musiquinhas que compõe de improviso sobre assuntos diversos. Pouco depois a Ju saiu pra conhecer gente, de empolgada que estava, e pra nos deixar sozinhos. Mas acabei não dando atenção pra moça e ela ficou sem graça, olhando pros lados. Esqueci dela pra ficar no chat. Que coisa horrível, eu sei! Mas foi exatamente isso!

Enfim, fechei o celular e expliquei pra ela, que estava falando com uma amiga que é artista como ela e, sentindo que sim, perguntei se ela a conhecia. Sim, elas se conhecem. E a menina disse que, inclusive, viajaram pra Índia. Perguntei o signo dela pra confirmar minha suspeita de que era câncer e (bingo!) havia acertado. Ju ficou surpresa. (Agora, vendo os álbuns dela, percebi que existem até mais fotos da Lago lá que dela.)

Ali broxei. Não conseguia mais desenvolver a conversa com a moça, pois só pensava na Lago. Sendo que eu já tinha largado a ideia de chegar nela anteriormente, pois ela vai embora, mas não adiantou... A Lago inundou ocupando todo o meu espaço cerebral naquele momento, me deixando submerso, enquanto Pilar Rocha (isso mesmo) permanecia ali, fixa, sólida e tátil à minha frente.

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