9.6.10

Exercício

     Não é preciso o imaginário para estimular a prática, só para programá-la e ela independe até mesmo disso, mas sim, algo colocado no plano empírico traz e leva outras oportunidades de movimento real e não imaginário. O imaginário então cercea as possibilidades de ação e pode vir a definir os caminhos por onde a ação coerente deverá seguir. Atêr-se um dos dois, seja ao imaginário ou ao empírico, como se faz normalmente quando não se está de acordo com alguma atitude tomada ou algum planejamento, desestabiliza processo de agir coerentemente, uma vez que ambos os fatores são peças da mesma engrenagem e não funcionam um sem o outro. A evolução dos acontecimentos advindos de uma ação mal planejada que reteve a atenção do indivíduo costuma resultar em mais conflitos de natureza prática, pouco reflexivos, que, se não forem aliados a um planejamento equalizado com sua necessidade, resultarão em ações impulsivas, enquanto que a imaginação, o planejamento, além da necessidade de agir pode vir a resultar em estagnação.
     Por isso a necessidade de movimento deve estar atrelada à de foco. Sem ele a energia psíquica concentrada pode ser lançada de maneira desproporcional, como refletido acima, ou canalizada em um sentido imaginário diferente do da empírica, gerando diferentes tipos de angústia.

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