Longeva é a linha navegável
de um náufrago incansável:
Nunca o vento, mas
sua verve a subverter as ondas.
Apreciava o tom da brisa que o sorvia
pelos pelos,
Sob os quais o tempo reclamara-o
justiça,
e onde jaz
o seu pesar.
O ponto forte era a lembrança
de um tempo de bonança, além
de um parco sonhar.
As ondas não traziam medo,
o equilíbrio era do apego e
do mero amor ao mar.
Os sais arrebentando seus lábios,
truncando ao cantar,
que, aliás, soprava a vida sonante
em vias de se calar:
"Cesse em afundar,
inspire a culpa,
cesse a culpa
e afunde no mar.
Cesse em afundar
expire a culpa,
cesse a culpa
e afunde o mar."
Nau, que encima os montes d'água
e sem resumo se embriaga
no tempo a ritmar,
Alegra o ser que ali vagueia,
uma enguia um tanto alheia,
às cores do lugar,
pois sabe ser sua sina seguir
sempre à deriva,
por nós de velas firmes
que nós ignoramos atar.
"Cesse em afundar,
inspire a culpa,
cesse a culpa
e afunde no mar.
Cesse em afundar
expire a culpa,
cesse a culpa
e afunde o mar."