1.2.11

Blog Antigo

Lendo o blog antigo tive pena de mim. Pena pelos versos mal formados. Fiquei realmente comovido com isso, peguei o violão para tentar reconquistar as melodias das músicas buscando alguma satisfação e foi como se elas me olhassem de baixo para cima e dissessem: "Não consigo mais". E eu me senti mal por não poder abandoná-las. Decidi que elas estão em um lugar seguro, uma espécie de internato para poemas e músicas tadinhas. Vezenquando irei lá para visitá-las e receber o amor que delas me é transferido em forma de inocente nostalgia.
Continuo tendo aquele ranço de inutilidade por escrever essas coisas. Sei que não é inútil, algo me diz que não é e por isso continuo, quase que mecanicamente fugindo do mecanicismo. Às vezes acho que escrevo pra que saibam que as coisas não mudam, as pessoas não mudam, só guardam coisas como rancor e saudades.
Quero ter aqueles painéis solares pra não pagar contas quando for para o sítio.
Têm reclamado da falta de coerência ou de linearidade nas minhas afirmativas... É que falar é lento. Os pensamentos me surgem dessa maneira aí, enquanto escrevo penso nos painéis, na entrevista que farei daqui à duas horas, em se vou conseguir ver a Hanna, na retomada de urls antigos, no violão que não se afina, na fome que é acidez de cigarro, no problema financeiro que é o cigarro, na ausência de preocupações físicas sem sentido algum com ele, na Patrícia que vai chegar, no Pedro fazendo um café que eu quero antes de sair, neste post ridículo como quase todos os outros, no sítio...
O sítio. Meu objetivo e meu sonho são o sítio. Com painéis solares, água de poço bombeada para a caixa d'água com a energia dele, as velas, os animais, a floresta fechada, o rio, a horta, os gastos que serão de uma vez só e a boa morte que será viver isso. A boa vida que será morrer pra isso aqui.
O sítio. Ah...

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