20.11.10

Três Parágrafos

     Hoje em dia posso dizer que sei buscar minhas alegrias, e que elas são pequenas em comparação às de muitos. Mesmo assim ainda não compreendo porque algumas alegrias deles são tão dependentes de mim, enquanto todo imperfeito, e não das minhas alegrias. O meu prazer maior no momento seria compartilhar da simplicidade dos outros e o que atrapalha tal objetivo é o embotamento causado, muito provavelmente, pela nossa incapacidade de observar o próximo.
     Sim, o auto-conhecimento é de grande utilidade quando justo, porém, não é sobre ele que se cavalga quando a sede é muita. É mais sobre a obsessão de cumprir desígnios antes recalcados.
     Não que na sopa de impressões não devam ir as negativas quando emanadas de mim, é impossível evitá-las, mas é que nunca tomo como base de alguém um defeito, mas o misto intuitivo que se constrói de todas as características do indivíduo observado e que só é possível de ser percebida de maneira intuitiva. Nesse campo não funciono de maneira negativa, como quando prevejo o futuro a partir de desdobramentos possíveis do presente, mas me parece que isso não funciona tão bem quanto a publicidade dos celulares, novelas e afins.

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