A feiura
presente nos dias
feitos
para serem belos
costuma vir de mim
e da pressão
que coloco
sobre a beleza,
afim de fazê-la emular a perfeição
ou,
pelo menos,
demonstrar uma aspiração
a.
Os contornos,
por mim definidos,
são lacunas imaginárias
a serem preenchidas pela mais pura ansiedade,
que é o móvel
necessário às impressões
mais intrínsecas,
estagnadas,
e ao recôndito
no qual se oculta
a essência do falho.
As reações
não são
incômodas exatamente,
mas um desafiador chiste do acaso,
pois ninguém se move na verdade,
somos apenas marionetes
da feiura que nos faz
e por nós
se transporta.