7.3.10

Vila Isabel

inundada como um pedido de socorro,
um jardim feito ilha,
uma senhora querendo chegar em casa
sob minhas asas,
um taxista impaciente, mas de uma paciência...
umas ruas feitas de vergonha,
umas lembranças feitas de companhia,
de um falso irmão,
de uma falsa musa,
de um falso amor,
uma vila onde certa vez deixei um olho,
um silêncio sob as buzinas dos três engarrafamentos,
uns cigarros quebrados do bolso,
uma imensa vontade de parar o caos
numa coroa branca em frente a um bar inundado,
umas gotas horizontais
até aqui comigo-
por aqui comigo-
por aqui ó.

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