Essa coisa de preocupação consigo é tão fora de moda, de contexto... O caráter câmera é predominante: Ser o olho que vê e não faz parte de um corpo é a tendência. Parece que ela se espalha por todas as expressões individuais, e sociais por consequência. Olhar-se no espelho e não identificar a si mesmo, mas a um corpo que deveria ser mais próximo do de outro, é um indício disso. A maioria das pressões sofridas pelas pessoas de hoje em dia são de cunho estético, até as psicológicas, um exemplo é a pena de si, que coloca o eu numa situação observada pela câmera que se é na verdade.
Falo "hoje em dia", acentuando a contemporaneidade, como se isso fosse recente, mas não: É que não sei se nasço sempre agora, constantemente, percebendo tudo como novo e sentindo o doer do ar em meus pulmões, ou se cansei da constância que é constatar o tédio que de esperar ou tentar criar mudanças.
Iggy Pop, bon vivants e outros otimistas que me perdôem, mas sentir tesão pela vida não passa de um fetiche kinda BDSM.