Há o prazer e a dor, em princípio. Então há o prazer de sentir prazer, que pode se estender infinitamente, assim como a dor de sentir dor. Há também o prazer em sentir dor e a dor em sentir prazer. A partir desse ponto pode haver, por exemplo, a dor de sentir prazer em sentir prazer em sentir prazer em sentir dor em sentir prazer em sentir dor... e por aí vai.
Por isso são bons psicólogos aqueles que enchergam um princípio geral ao invés dos fatores que compõem determinada coisa: possuem o talento de não enlouquecer facilmente graças a aptidão para lidar com o infinito, por não ter a ousadia ilógica de tentar limitá-lo emulando-o.
Duvido que uma pessoa assim já não tenha se encantado com um espelho de frente para outro.