15.1.10
Troca
Tudo tem um preço e isso não é injusto. Todos têm exigências e escolhem as coisas que agradam a si, todos têm um preço. Esse preço não possui por fim dar liberdade de controle a outrem sobre o indivíduo, mas são os parâmetros de julgamento do indivíduo em questão. Não há ação individual absorta a outros fatores. Julgar é uma faculdade humana, mas os métodos utilizados precisam ser muito bem refletidos antes que o julgamento seja exposto, para que não se contrarie, confundindo o julgamento pessoal com o social, o moral. As regras morais pré-estabelecidas nem sempre condizem com a realidade da situação e das pessoas em si. Levá-las a ferro e fogo, contra si mesmo, contra os próprios sentimentos, pode ser altamente destrutivo, tanto quanto viciar-se em contrariá-las. Elas servem como um guia, um manual, mas é importante saber a origem de tais medidas, e para isso não é preciso pesquisa, apenas pensar. A justiça, por exemplo, tem como base a troca, assim como a vingança e a caridade, portanto é justo que seja pago o valor dos atos, em caso de dívida que seja cobrado e que se aguarde um retorno daquele a quem se ajuda. A expectativa há, nem que ela diga apenas que quer ver os recursos providos ao necessitado bem utilizados, socialmente. Altruísmo na última afirmativa é um desdobramento da vaidade. Aquele que não quer ou não consegue fazer parte do mercado é punido com a solidão.