10.3.09

Indie

Estou morando em outra casa. Diferente da de minha mãe. Longe...
E os laços vêm se estreitando, passei a ser ouvido. Nos primeiros dias eu estava empolgado com a limpeza e tudo o mais que uma casa exige mas agora retornei a mim: preciso de novas oportunidades. Preciso de um pouco da minha solidão que tento conseguir ficando acordado boa parte da madrugada ouvindo roncos. Isso prejudica o meu dia seguinte e eu preciso ajustar todas as coisas: trabalho, faculdade, casa... Se eu ganhasse uns mil reais me mudaria para o Méier ou algo mais próximo como Vila Isabel ou um reduto de custo baixo na Tijuca, como a Usina. Chamam a falta de relaxamento de responsabilidade quando o considero auto-conhecimento ser relaxado. Sei de minha natureza preguiçosa, ela não me impede de fazer as coisas. Ela vem do fato de que coisas que considero importantes são impossíveis de se fazer, juntando isso com meu senso de competição capenga, desisto fácil das coisas. Por isso tento priorizar a mim mesmo que outras coisas estejam indiscutivelmente fora de ordem. A ordem deve partir de dentro para fora. Funciona como uma reeducação ao invés de um remédio que contenha as consequências preguiça. A repulsa por esse remédio é semelhante à que sinto por aquela atitude de sorrir antes para ser feliz depois. "Aprenda a sorrir"... Quando? Quando se quer chorar? E onde fica a sinceridade? Estou escrevendo isso aqui e estão me chamando quando é exatamente disso que eu falo. Mas sei que tenho que ir, enquanto eu não tiver meu tempo de ser individual tenho que me virar só com o de ser social.

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