sem foco...
livre!
as coisas se desdobram de suas formas físicas e ganham um significado tão individual e bonito, tanto quanto é perceber as coisas dessa maneira.
o que me abala agora?
vejo apenas botões, cordas, roldanas, ação, reação, repouso, atrito, cálculos, manipulações, osmose, catarse.
a fricção do meu corpo mental com as situações de extrema emoção, as boas de sentir e as que doem. a chave que abre o inferno particular, a maçaneta duvidosa do céu... está tudo muito claro.
as cordas que controlam as possibilidades estão nas minhas mãos enfim. brinco como se brinca de brincar a brincadeira que é ter um ambiente a se mover ao redor, pelas suas mãos, pelo seu desejo. e não é mera adaptação e tolerância com o que te infligem as coisas. é realmente harmonia. posso fazer o que quiser pois tudo é simples demais...
quase entediante. (risos)
o que eu não consigo assim?
volto-me agora ao interno pois os tramites mais básicos e necessários do externo já fazem parte do meu quadro de perícias graças à uma parte do conhecimento que dele obtive, uma pequena parte que me revoltou e agora é simples e clara. ainda tenho um longo caminho, o maior pedaço dele, onde o tempo é vagaroso, as decisões são longas e muito pensadas, as pessoas são valiosas e a validade delas é facilmente administrável pelo amor que tem me permeado naturalmente.
aprendi a dirigir o veículo que ganhei quando tomei consciência de que existo.
minhas atenções estão voltadas ao trajeto agora.