a festa é toda "romântica", transbordando de frases musicais do tipo "eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mau comigo".
desde ontem só tenho uma pessoa em mente,
estava ancioso pra revê-la ontem, mas o evento me impediu por muito pouco.
justo agora que possíveis vínculos afetivos mostram-se timidamente pelos cantos de minhas janelas uma visita tão óbvia remexe a fechadura da porta da frente. talvez eu estivesse em um cômodo que me impossibilitava de ouvir o chocalhar das chaves.
veio brotando de conflitos entre seres de intensidade semelhante porém completamente diferentes em seus tipos.
a porta se abre...
ela tem olhos fáceis pra muitos, assim como pra mim, por isso percebo neles, claramenre, a diferênça na forma como aos meus se direcionam.
costumo negar minhas intuições ao ponto de, muitas vezes, confundir uma realidade táctil com elas. a negação é o jeito da minha insegurança.
mas agora não.
quero ser livre pra sentir por ela de maneira plena. quero compartilhar tudo o que tenho de melhor. quero que experimente minha nova unidade e por isso também me Ame, e que me Ame "pra fora" como já demonstrou tão bem fazer, superando o orgulho destrutivo da falta de retribuição e substituindo-o pelo orgulho em me ter consigo, exatamente como fiz na mesma ocasião. espero que a escrita supetônica e a dislexia não confundam minhas palavras.
as chaves sempre estiveram aí, com você, por isso que eu, trancado, achava que o mundo era uma janela.