não é pra aceitar.
é que é inegável... e eu precisava falar.
a gente não tem se falado esses dias, mas a minha imaginação é foda. em todo lugar que eu tô tem um espaço pra você, todas as coisas que eu faço tentam preencher uma lacuna que sou eu mesmo já que a sua presença é imaginária. e são tantas... muitas coisas que... não que eu faça pra dividir com você, mas parece que elas foram feitas pra isso, pra te ter presente. aquele surto que eu tive foi o meu incômodo com isso, é uma coisa nova. você se tornou uma possibilidade, uma contra-regra espaço temporal e me incomodou, não por ser novo, mas por ser paradoxal. como você pode estar tão aqui se está tão longe?
sempre admirei os paradoxos mas nunca tinha vivido um. paradoxos não são coisas que as pessoas vivem. ninguém diz "putz, detesto rotina, eu gosto mesmo é de paradoxo, stalingrado?". não, não é agradável não te ter aqui. não saber como você se move, como olha, como está sua voz, qual é o seu cheiro, como é a textura da sua pele, ou mesmo a sua altura... tá a altura eu estimo mas...
ah! você entendeu.
o mais bizarro é que apesar disso tirar minha segurança com relação às suas reações, como você claramente percebeu e comentou, fui acometido de uma convicção que não costumo ter com nada. sou uma pessoa muito relaxada, me prendo às sensações mas não sou estável mesmo com elas. sou mais intuitivo e costumo seguir as coisas por puro feeling. jamais pensei que um sentimento pudesse tomar uma forma tão sólida pra se sentir e, ao mesmo tempo, ter uma chance tão insignificante de se realizar enquanto desejo.
será que cabe outro "eu te Amo"?
será que cabe?
... a mim ou em mim?