ontem briguei com minha mãe e "fugi" de casa... como uma criança. coloquei na bolsa duas blusas, uma bermuda, uma cueca, um miojo, um pacote e meio de negresco,coisas para escrever e desenhar, fio dental, escova de dente... peguei vinte e seis reais e saí. fui pra copa. queria subir a ladeira dos tabajaras por curiosidade mas antes fui na casa do Ernie.
não havia ninguém lá, sentei no boteco ao lado da portaria e tomei uma itaipava, pensei numa fatia de pizza de calabresa e senti nojo. escrevi, rabisquei... tentava achar a Hanna na minha cabeça mas ela não vinha então fui na casa da Rhiane para vê-las. Felipe-irmão estava lá, com os pais deles, e uma menina chamada Bianca, acho(Beatriz talvez). desci pra comprar uma sprite que acompanhasse a torta de chocolate e voltei com um guaraná. comemos, brinquei com Dimi, conversei com o pai deles e fiz um acordo com a mãe de levar desenhos pra ela ver e dela trazer textos. depois eles foram embora e nós fomos tomar cervejas de um chá-de-bebê interrompido por uma fatalidade. as gêmeas brigaram, chegou a Marcelle, as cervejas acabaram, Felipe tinha que dormir pra acordar cedo... fomos pro zona-sul encontrar o Frieb.
ele estava triste, preocupado, desenvolvemos assuntos psicológicos, tínhamos planos de ir pro ateliê dos caras, que morreram por falta de força de vontade minha e da Hanna e porque o Frieb não poderia ir. resolvemos ir pro garage, acitei porque só gastaria uma passagem.
pegamos o 415 e rimos durante a viagem, mais do que ri ouvindo música e falando besteiras com os Felipes, irmão e Frieb.
mais cervejas e pessoas sem-graça alguma.
as meninas encontraram uns conhecidos, a conhecida que encontrei não lembrava de mim.
depois estavamos numa rodinha de pessoas e olhei pra um menino, amigo delas, que estava olhando pra mim, ele tentou desviar mas com um movimento ocular o convidei para brincar de gatinho - a última vez que perdi acho que foi pra Helena da Hora no ano passado, antes dela pro Pessoa há uns dez anos. o cara nem piscava, que nem eu. poderíamos ter ficado horas nisso, sérios, compenetrados... mas não sei por que cargas d'água ele resolveu empurrar o meu rosto pro lado. sim... o que era esperado?
depois do soco mal dado que partiu de mim, recebi umas ameaças de um gordo fedorento, e as meninas imediatamente me perguntaram se eu queria que me levassem no ponto de ônibus, sendo que eu já havia falado umas cinco vezes que moro praticamente ao lado do garage. não era hora de ir mas como estava sendo convidado a me retirar pelas minhas "amigas" fui. sentei no meio-fio da segunda rua da praça da bandeira coloquei a cabeça entre as pernas e o que começou com soluços terminou num cochilo. acordei e tentei ir andando pra casa, quase sonâmbulo. o caminho se esticava, mas comentar isso não cabe aqui...
enfim cheguei na portaria, deitei no banquinho de metal usando a bolsa de travesseiro e dormi até clarear. depois subi e terminei de dormir na minha cama.
hoje falei com a Nanda que acabou indo pro ateliê de última hora... disse que estava bom. e eu senti, ainda no zona-sul que deveria ter ido, mesmo sozinho, ou ficado fazendo companhia pro Frieb. bem... essa foi minha intuição negada de ontem, e só falei dela porque ignorei várias além de minhas emoções durante o texto todo, pois é assim que se vê, pelas ações. não é?